Batizado
Posse-Go
Chuva, calmaria e eternidade
Para quem me acompanha sabe que, para mim, pegar a estrada rumo a Posse-GO é sempre um desafio. Mas nada que o amor pelo meu trabalho não me faça superar. Esse é apenas mais um dos muitos desafios que a fotografia me ajuda a vencer.
Conheço a Ryana, mãe da Lele, desde o início da minha história na fotografia. Já fizemos trabalhos na moda, em outros projetos e em diferentes fases da vida.
Há alguns anos, tive as portas abertas por Ryana, sua irmã Rayra e sua amiga Eide, que hoje também são minhas amigas. Na época, elas desenvolviam um projeto beneficente incrível — e foi assim que Deus escolheu me aproximar desse público que valoriza sentimento na fotografia, exatamente o que eu ofereço de melhor. Eu nunca tive como foco a quantidade de clientes, mas sim a qualidade das conexões, e sempre vi em Posse-GO um potencial enorme.
Ryana é uma mulher multifacetada, ativa, incansável. Já esteve à frente de várias empresas de muito sucesso. Ela é uma verdadeira máquina de fazer acontecer — e de fazer bem feito. Isso nos conectou ainda mais e gerou trabalhos lindos. Mas, sem dúvida, os mais significativos sempre foram os que envolvem o projeto mais bem-sucedido de todos: a família.
Memória como herança
Para Ryana, nunca foi sobre o tamanho da festa, mas sobre quem estava ali. Porque é nas celebrações menores que estão as pessoas mais importantes — aquelas que merecem ser fotografadas com calma e eternizadas nos melhores álbuns, como um legado de amor para os filhos.
O batizado da Lele aconteceu meio de repente. Eu já estava com planos para um novo projeto — que eu nem imaginava, mas mais uma vez Ryana abriria as portas para mim. Mas isso é assunto para um próximo post.
Cheguei em Posse numa sexta-feira chuvosa. O tal projeto começaria no sábado, mas como sou ansioso e nunca perco a oportunidade de passar mais uma noite na Pousada das Palmeiras, nos encontramos na sexta pois eu quis conhecer o local do evento. A ansiedade era tanta que saquei a câmera ali mesmo. Ainda era dia, a luz estava linda, todos estavam à vontade — do jeito que eu gosto. Mal sabíamos que aquelas fotos renderiam alguns dos registros mais especiais de todo o final de semana.
No sábado, choveu o dia inteiro e o evento que daria início ao projeto foi cancelado. Mesmo assim, sugeri fazermos fotos na chuva. A chuva não estava fraca… e, como já era de se esperar, Ryana topou na hora.
E como filho de peixe, peixinho é: Rebeca, a filha primogênita, e irmã mais velha da Lele, entrou junto. As duas foram para a chuva. Coloquei uma sacola na câmera e fizemos um trabalho lindo, verdadeiro e cheio de significado.
Depois, banho quente e uma feijoada maravilhosa, com a família reunida por conta do batizado do dia seguinte.
Escolhido por uma criança
No almoço, a Lele me perguntou se eu poderia fotografar o batizado dela. O coração sorriu alto. Geralmente, crianças não gostam de fotos — mas quando elas se sentem à vontade, quando confiam, tudo muda. Ser escolhido por ela para guardar um momento tão importante me deixou muito feliz. Mal sabia ela que eu já tinha tudo combinado com a mãe dela. Faríamos um álbum lindo para ela.
No domingo, a Lele estava radiante. Os olhinhos brilhavam. Organizei tudo no carro, porque após o batizado eu seguiria direto para Formosa-GO. Na minha cabeça, o horário do almoço é sempre o melhor para pegar estrada pois estão todos almoçando.
O céu abriu para a Lele
O dia estava lindo, com um céu completamente diferente dos dias anteriores. A Paróquia Sant'Ana, em Posse, é linda. O padre, um poço de simpatia. A madrinha, a querida Patrícia — mais um presente de Posse: cliente que virou amiga, terapeuta incrível, empresária cheia de energia, à frente de um trabalho maravilhoso. Eu me sentia em casa, cercado de pessoas queridas.
O batizado foi lindo e tranquilo. Eram vários batizados, uma criança de cada vez. Tudo fluía bem. Mas, na hora da Lele, quando o padre derramou a água, algo mudou. A energia se transformou. As pessoas aplaudiram. Pairou no ar algo forte, poderoso, especial — exatamente como ela é.
A Lele, que já estava feliz, parecia ainda mais iluminada. Entre emoção, abraços e lágrimas, fizemos registros incríveis para um álbum que será inesquecível.
Finalizamos com algumas fotos nos vitrais maravilhosos da igreja e, assim, retornei para Formosa com o coração leve, feliz, com a sensação de dever cumprido e profundamente amado por Deus. A estrada estava tranquila, sem chuva — completamente diferente da ida.
Em breve, teremos mais eventos e ensaios dessa família linda por aqui… e um pouquinho dos álbuns lindos que estamos produzindo.
Quando fotografar vira cuidado
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